Redes Sociais a favor da comunidade

Instagram começou nesta semana a bloquear hashtags e conteúdos relacionados ao movimento antivacinação. E a regra vai valer para o mundo todo. O movimento começou após a imprensa notificar que as redes sociais são grandes vetores de publicações e disseminações de conteúdos que afetam a saúde pública.

Em comunicado, a companhia disse que vem trabalhando há algumas semanas para minimizar o alcance de materiais desse tipo, trabalhando nos algoritmos de recomendação e tomando ações contra contas que realizam publicações antivacina. Além disso, hashtags como #vaccinescauseautism (vacinas causam autismo), #vacccinesarepoison (vacinas são veneno) e outras foram bloqueadas diretamente para não exibirem mais resultados.

O fato é que tanto Facebook quanto Instagram estariam em um processo de análise e controle de desinformação que afeta a todos em longo prazo, de forma que conteúdos não apenas antivacinação, mas que propaguem notícias falsas sobre saúde, percam relevância e assim possam eliminar esse conteúdo perigoso. No Instagram por exemplo  a ideia é evitar a aparição de conteúdos nas ferramentas de exploração, mesmo quando o usuário não estiver em busca de algo relacionado ao tema. Porém nota-se que as hashtags que promovem ideias contra vacinas continuam ganhando apoiadores no Instagram, em uma velocidade maior do que a plataforma parece capaz de combater.

Mas esse movimento não ficou somente com o Facebook e Instagram, outras plataformas também estão realizando mudanças dessa categoria, o Pinterest por exemplo bloqueou no final de fevereiro as buscas por palavras como vacina ou vacinação que vinham sendo tomadas por mensagens relacionadas às ideias contrárias. Entretanto, de acordo com a empresa, ações em termos de proibição de postagens ou redução de alcance não foram tomadas até o momento.

Vale frisar que as redes não querem tolir a liberdade de ninguém, mas eles acreditam que leigos podem ficar confusos e tomar decisões em ao menos ter como arcar com as consequências, e que esse tipo de informação deve ser passado em sites e blogs legais com ajuda de profissionais da área.

 

Post Autor: Comunicando

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