COMUNICANDO: Violência aos olhos de Paulo Walberto

Quando eu era criança minha mãe, meus tios, minha avó e outros mais velhos sempre me orientavam para respeitar e ‘escutar eles’. Sempre achava um absurdo ou estranho quando comecei a ver notícias como filho matando pai, pai matando filho, mãe mata filho e vice-versa. Quando vemos essas barbaridades não conseguimos entender o motivo. E mesmo com algum tipo de justificativa esdrúxula não concordamos.

E quando se trata de terrorismo: a questão não é qual é mais grave ou menos grave. Uma morte é igual mil mortes. Ficamos chocados quando recebemos a notícia que um avião caiu e mais de 100 pessoas morreram de uma vez só. Ou quando um amigo, mesmo que distante, perdeu a vida para a violência; aquela pessoa que você conviveu por um período de repente não está mais aqui entre a gente. Ou quando terrorista invade um estádio, metrô, praça ou um local público com a intenção de tirar milhares de vidas somente com uma atitude. Não apenas acabam com aquelas vidas mas, também, flagela a vida dos familiares que ficam com a dor da perda.

Talvez pior que a dor e choque que ficam, é o ódio mortal que temos pelos autores que destroem com tantas vidas e a prisão parece ser pouco. O livro e filme “A Cabana”, retrata um pouco deste assunto. Seja religião ou maturidade cada cultura e sociedade sobrevivem com pretextos para atos violentos: violência em família, no trânsito, na escola, no trabalho, nos shows artísticos, eventos esportivos, teatro, arena e entre outros.

Lembra da Suzane von Richthofen ? Solta com indulto nos dias das mães. Ironia, né! ?

E o caso do serial killer de Goiânia, Tiago da Rocha, além de ter várias fãns, lançará um livro. Absurdo ? ? ?

E o caso estranho do “Didi Latino” ? Com 32 anos de idade, também, perde a vida sem justificativa alguma.

“Ah, mas só no Brasil, acontece isso…”
E o que dizer sobre o atentado mais recente em Manchester ? Mais de 20 mortos.

A violência não pode ser medida como mais grave ou menos grave. Uma morte ou milhares de mortes nunca será justificada.
Seguimos adiante.

Post Autor: Comunicando

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