COMUNICANDO: Uber outra versão por Paulo Walberto

Recentemente li de uma colega um elogio de sua experiência como passageira da UBER. Devo concordar que para a maioria dos usuários a resposta é rápida e positiva.

Mas poucos ou quase ninguém – exceção dos motoristas parceiros – sabem o que é ser desrespeitado, enganado e ‘lesado’. E ainda me perguntam: “ – Poxa, se é tão ruim assim você continua por qual motivo?

Quando a UBER, chegou em Goiânia, (janeiro de 2016) foi um estardalhaço total. Taxistas e afins queriam – e ainda querem – a morte de quem elogia e utiliza o serviço prestado pelo concorrente ‘desleal’(SEM GENERALIZAR). Já para a maioria da população foi quase que perfeito: preços mais baratos (com exceção da tarifa dinâmica ou “máfia da tarifa dinâmica”), atendimento excelente com motoristas bem vestidos e apresentáveis, educados, carros limpos e novos, ofereciam cortesias e agrados supérfluos entre outros que quase nenhum taxista tinha feito ou até mesmo pensado em fazer; por preguiça e pouco caso também.

Pelo menos em nossa capital no começo das atividades da UBER, para se tornar motorista-parceiro era necessário incluir uma observação na CNH, o famoso EAR: “exerce atividade remunerada”; não podia ter antecedentes criminais, participar de cursos e palestras para conhecer o sistema, adquirir balinhas, chocolates, água, chiclete por conta prórpria (“ – E ai se oferecer esses ‘guere-guere’ de marca ruim; uma estrela na certa…”)

Pois bem, a guerra entre táxi e uber acontecia e os criminosos se aproveitaram da situação: em setembro de 2016, a plataforma deu início ao “ubercash”; começou aceitar dinheiro. Nem todos possuem ou utilizam cartão de crédito. Bandidos se passam por falsos passageiros.

É demasiadamente fácil se cadastrar como usuário. O que importa para UBER É O LUCRO! Assaltos e homicídios acontecem semanalmente e nada é feito. A resposta sempre é a mesma: segurança pública é dever do Estado. Se perdem um motorista colocam dois no lugar em questão de horas. Mas e a família do motorista “parceiro” que foi assassinado por falsos passageiros que solicitaram um carro pela madrugada?
O tempo foi passando e mais de um ano de sucesso não posso esquecer que muitos motoristas de táxi migraram para UBER. O cadastro para motorista facilitou. Não se pede mais o que pedia antes. Logo a qualidade caiu. Motoristas xingam, assediam e agem de má fé para tentar tirar vantagem. Aqueles que agem com desrespeito são banidos do sistema UBER. Mas na prática para o motorista que é banido não há retorno. Existem exceções, claro. O passageiro-usuário que é banido por conduta negativa é fácil: basta criar um nova conta e pronto. Quem duvidar disto EU TEREI O PRAZER EM PROVAR O QUE ESCREVI.

Diariamente escutamos e lemos várias histórias que envolvem a UBER. Positivas e negativas. Motoristas que agridem e furtam passageiros e vice-versa. Mas graças a Deus, eles são minoria. Para alguns uma experiência ruim marca mais do que um boa. É injusto e errado quando um motorista ‘cobra’ de você um valor maior do que foi utilizado. Mas e quando a empresa engana o parceiro e deixa de pagar $600? A quem recorrer?

Quando você usuária é furtada em $42, por exemplo, facilmente recorre ao SAC e é ressarcida com toda razão. E quanto aos meus $600, devo procurar a Justiça e esperar por anos. E a vontade de penalizar o motorista que agiu com má fé é tão grande que não pensa em outra coisa a não ser a punição e o castigo. Pode acreditar que o máximo que vai acontecer com motorista que teve esta atitude dos “$42”, é tirar esse valor do pagamento semanal dele e você nunca mais cruzará com ele pelo aplicativo. Mas ele continua atendendo ‘chamadas’ normalmente como se nada tivesse acontecido.

Por mais que seja falho o sistema da UBER, realmente foi revolucionário. Muitos irão servir de cobaias até tudo se resolver. Para quem está desempregado é uma saída a curto prazo. Para quem já tem um emprego é uma renda extra.
Por isso que continuo.
E quando você passageira(o) – usuária(o) andar de UBER, lembre-se de ter empatia. Não é fácil dirigir numa cidade onde o trânsito é o caos, a violência é banalizada e sustentar uma família é difícil. Reclame quando a viagem for ruim e elogie quando for boa.

Ypaulo-2

Post Autor: Comunicando

3 pensou em “COMUNICANDO: Uber outra versão por Paulo Walberto

    Cynthia Soares

    (27 de abril de 2017 - 16:06)

    Parabens! Texto mto bem escrito! Por mais que seja triste a realidade do Uber, é a mais pura verdade! Que algo seja feito, antes de termos mais vítimas!

    Fernanda

    (27 de abril de 2017 - 17:12)

    Bom texto! E como você disse nele o sistema é revolucionário. Mais uma vez, como usuária e como cidadã acredito que o grande problema seja a cultura do brasileiro. Motoristas que assediam, xingam, maltratam e roubam passageiros também ocorre nos táxi. Só que no Uber, há uma diferença, a resposta para o passageiro – que é quem faz o aplicativo, de fato ser sucesso, é rápida.

    Concordo que todos estamos expostos a risco. Mas a culpa não é do Uber ou de qualquer outro aplicativo que surja. A culpa é da cultura do brasileiro em tirar proveito em todas as situações.

    Cleia

    (27 de abril de 2017 - 19:33)

    Uber #tudodebom

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