COMUNICANDO: Qual o limite para a internet?

Na busca por acesso, ou audiência como somos acostumados a dizer, alguns veículos de comunicação, sites, blogues acabam por extrapolar limites… Esse foi o caso do Catraça Livre que em menos de 24h acabou perdendo mais de 300 mil seguidores e você pode acompanhar na íntegra em matéria divulgada pelo Adnews

Na “cobertura”, os jornalistas utilizaram até a selfie do último dia de vida dos jogadores. Foi o estopim para o que seria um dos dias mais movimentados ou “descurtidos” da página. (Os posts foram excluídos).

As reclamações pioraram quando o Catraca Livre respondeu as críticas pela primeira vez, dizendo considerar “relevante jornalisticamente mostrar todos os aspectos da tragédia”.

 

Depois de novas e duras reclamações, houve uma inevitável mudança na diretriz. O veículo tentou, finalmente, demonstrar alguma empatia com as vítimas do acidente, embora tenha escolhido um caminho questionável: o plágio. Veja o comentário do Estadão na postagem:

A ira do público em geral, incluindo influenciadores e famosos, fez com que a menção ao site parasse no trendig topics global do Twitter e o número de seguidores despencasse em níveis impressionantes. De acordo com a ferramenta Quintly, apenas hoje a fanpage do veículo já perdeu mais de 400 mil seguidores.

Após inúmeros posts pedindo efetivamente desculpas, a página fixou um texto em seu perfil no Facebook, agora assinado pelo seu criador, Gilberto Dimenstein. Na mensagem, ele assume toda a responsabilidade pela pauta escolhida pelo veículo no dia de hoje.

Embora tenha sofrido um grave golpe em sua credibilidade, o Catraca Livre continua com seus milhões de seguidores. O caminho natural é se reerguer do tombo e reajustar a sua rota. Ao mercado de comunicação, o que parece ficar como lição é a reflexão sobre os rumos do jornalismo atual, que precisa fazer sua escolha entre o sensacionalismo e a relevância. O público parece estar aprendendo a fazer as suas.

Post Autor: Comunicando

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