COMUNICANDO: Mestrado e doutorado: como funciona esse universo?

Com frequência recebo mensagens de pessoas que tem dúvidas sobre mestrado e doutorado, então achei relevante escrever um artigo explicando um pouco sobre minha experiência neste sentido. No começo tudo era bem nebuloso pra mim, eu sequer sabia usar os termos corretos. Vou contar aqui baseado no cenário que vivi, cada universidade, programa, país tem suas próprias regras, ok?

Cursei graduação em uma universidade privada na área de Letras. No último ano eu tive colegas de trabalho que haviam ingressado no mestrado e como eu tinha o desejo de um dia ser professora universitária e sabia que muitas universidades exigiriam ao menos o título de mestre, busquei me informar com eles. Eu não sabia nada sobre o assunto, mas em minha cidade há uma universidade pública que oferecia o programa e fiquei interessada.

Eu escolhi o programa de mestrado em TV Digital em 2013, hoje esse se chama Mídia e Tecnologia, o nome foi atualizado. Antes de o processo seletivo ser aberto oficialmente, escrevi para a coordenadora do curso me apresentando e falando do meu interesse. Marcamos um café, conversamos bastante e esse contato foi importante. Eu recomendo que quem quer tentar ingressar busque se aproximar da universidade, seja participando de grupos de pesquisa, tentando primeiro como aluno especial (que não é um aluno regularmente matriculado, mas que pode assistir disciplina se for aceito e essa disciplina geralmente pode ser aproveitada depois se ele for aceito como regular) ou ao menos pesquisar a área do orientador e os trabalhos que ele produziu ou orientou, buscando se aproximar dele de alguma forma. Apesar de o processo seletivo ser sempre legítimo, quando você está envolvido de alguma forma entende melhor o cenário, as pesquisas, os temas e os caminhos.

O mestrado que prestei tinha algumas etapas. Não era preciso apresentar um pré-projeto de pesquisa na época, mas o edital publicado no site listava os livros que eu precisaria ler para fazer uma prova, depois passaria por uma entrevista e análise de currículo Lattes. Precisava também escolher uma linha de pesquisa, na época existiam 3: em educação, em tecnologia e em comunicação.

Eu optei pela linha de comunicação. Para me preparar para a prova eu li 6 dos 8 livros pedidos, infelizmente não consegui acesso a outros dois que faltaram, porque não existiam na biblioteca e meu prazo era curto. Mas li os livros que consegui inteiros e fiz resumo com os pontos mais importantes, depois estudei pelo resumo. Lembro que na época eu havia acabado de mudar para meu apartamento e não imaginava que meu vizinho da frente seria viciado em músicas de gosto duvidoso, e não é que na semana que passei estudando ele ouvia aquelas músicas bregas no último volume?

Fiz a prova, as questões eram discursivas e eu precisava mostrar que realmente havia estudado o assunto. A nota saiu e eu havia tirado 8 e pouco, estava aprovada. Na própria prova precisei citar o que eu pretendia pesquisar, justificar e mostrar o quanto o assunto era pertinente, lógico que de uma forma superficial naquele momento. Depois disso passei por uma entrevista com dois professores que me perguntaram várias coisas, inclusive sobre minha disponibilidade para o programa, pois precisaria me dedicar, escrever, assistir aulas e muitas delas ocorreriam em horário de trabalho. O mestrado que prestei era do tipo profissional, mas as exigências eram as mesmas de um acadêmico. A diferença é que o profissional aceitaria uma pesquisa mais prática, voltada para o mercado, como o desenvolvimento de um produto, por exemplo, resultando em um relatório técnico, não em uma dissertação se assim eu quisesse. Ou seja, o mestrado profissional que fiz foi puxado como um acadêmico e tem o mesmo valor que o acadêmico. Aliás, aproveito para citar a diferença, no mestrado você produz uma dissertação, no doutorado uma tese (que preferencialmente deve ser inédita) e na graduação você faz uma monografia ou trabalho de conclusão de curso.

Eu também passei na entrevista. Mas a análise do currículo Lattes era algo que dependia do que eu havia feito nos anos anteriores, o que eu já havia escrito, experiências profissionais entre outros. Portanto, se você pretende tentar um mestrado ou doutorado, saiba que não conseguirá melhorar seu Lattes do dia para a noite, é preciso se planejar para isso com algum tempo e as vezes um ponto a menos o separa drasticamente do outro candidato. Bem, eu também passei nesta etapa e finalmente fui aprovada. Na inscrição eu já havia escolhido quem seria meu orientador, pois isso decide-se no começo e o orientador pode decidir se vai aceitá-lo ou não, se você tem a ver com os interesses de pesquisa dele.

O semestre letivo começou e no início meu foco principal era assistir as disciplinas para me inteirar sobre aquela área nova. Já precisava também ter o radar ligado para participar de eventos na área. Geralmente, as disciplinas aconteciam em horário de trabalho e na época eu negociei com a empresa em que trabalhava sobre me ausentar para assistir, geraria horas negativas que eu pagaria depois, visto que a empresa permitia isso e como eu costumava viajar com frequência a trabalho, geralmente conseguia pagar essas horas, mas houve um período em que acumulei 40 horas negativas e não consegui pagar, foi descontado do meu salário. Essa questão vai depender de cada empresa e convém conversar sinalizando seu interesse em cursar a pós, avisando que pode ocorrer de precisar participar de alguma atividade em horário de trabalho, tudo vai depender da empresa e como ela encara ou incentiva/desincentiva isso. Eu cursei o mestrado enquanto trabalhava, no meu caso não tive bolsa, mas há programas que oferecem bolsas de estudo para que você possa se dedicar completamente à pesquisa. Porém, trabalhando ou não, você será cobrado e precisará estar presente, ler muitos livros, entregar trabalhos, participar de congressos, entre outros.

Enquanto assistia as disciplinas fui tentando fechar o meu objeto de pesquisa, ou seja, o tema que eu iria pesquisar. Não podia ser super amplo, pois eu não conseguiria salvar o mundo em apenas 2 anos de mestrado, tinha que delimitar bem. Quando entrei eu tinha a ideia de fazer um software para TV usando controle remoto, mas quando orcei a aplicação ela custaria mais de R$300 mil e não havia como a universidade bancar isso, então eu desisti e busquei algo mais possível. Patinei por muito tempo e até me desesperei, porque nenhuma boa ideia vinha e o tempo passava. No meio do caminho precisei trocar de orientador, por causa do foco que eu queria pesquisar. Só quando escolhi um tema pelo qual era realmente apaixonada me empolguei e fechei meu objeto de pesquisa. Na época eu foquei em processo de desenvolvimento de produto usando uma metodologia ágil (Scrum), era uma rede social de nicho que também podia ser usada por telespectadores de um programa de TV enquanto o assistiam.

Precisei escrever artigos científicos junto com meu orientador e isso exige bastante, porque em artigos científicos tudo o que você citar precisa ser embasado em autores, referências. Não se pode citar nada por achologia. Então, pra escrever e conectar as ideias você precisa ler muito, desde livros da área até artigos/papers mais recentes, porque o mais atual não se encontra em livros, mas em artigos. Eu recomendo ir anotando as citações bacanas que você ler em livro, que possam ser usadas em sua pesquisa e artigos, assim fica mais fácil quando precisar delas. Além disso, livros do tipo auto-ajuda não são bem vistos e nem sempre podem ser citados como referência, assim como não se pode citar qualquer coisa da internet. A participação em eventos sempre era paga por mim, mas essa questão depende de cada universidade, algumas oferecem ajuda de custo para inscrição e até deslocamento. Portanto, se prepare, porque a pós traz custos como compra de livros e participação em eventos e as vezes eles são bem caros.

Cursei o programa em 2013 e 2014 e defendi minha dissertação em fevereiro de 2015. Antes da defesa você passa pela qualificação, na qual apresenta o caminhar de sua pesquisa para uma banca à portas fechadas, é o momento que vão literalmente tentar destruir você, fazer muitas perguntas. A partir das indicações de melhorias nesse momento é que você poderá prosseguir com mais confiança. Já a defesa final costuma ser mais tranquila, a não ser que você tenha deixado passar algo muito importante que a banca conteste. Esse momento é público e qualquer pessoa pode participar, eu inclusive levei meu marido, pais e amigos para assistir e foi tranquilo. Eu fui aprovada. Sempre há correções a se fazer, mas aí você entrega posteriormente na versão final, encadernada e também digital, sempre com seu orientador acompanhando. Eu diria que o grande segredo é ter sempre uma metodologia bem adequada, é possível pesquisar praticamente sobre qualquer coisa, mas é preciso dizer como isso será feito. Eu não poderia, por exemplo, propor uma pesquisa que quisesse saber como é a gestão de cada empresa do Brasil, percebe o quanto isso é amplo? Eu não conseguiria ter acesso a dados de todas as empresas em tão pouco tempo e o assunto estaria pouco delimitado.

Em relação à orientação, tudo depende de cada professor, da disponibilidade dele, do quanto entende do assunto, se mora perto de você. Ele vai ajudá-lo no percurso, indicar leituras, escrever artigos junto com você, mas não fará sua pesquisa por você,

Há mestrados e doutorados pagos e públicos. No meu caso eu fiz o mestrado público e agora faço o doutorado público também. Não estou certa de valores, mas há programas pagos em que a mensalidade pode custar em torno de R$2.500, um valor pesado que nem todo mundo pode pagar. Nem sempre existe um programa em sua cidade, há pessoas que mudam de cidade e passam um aperto enquanto estudam, outras viajam toda semana para cumprir a agenda. Eu tive a sorte de estudar na minha própria cidade, sem precisar pagar, e morando bem pertinho.

Eu sempre quis fazer a pós para abrir mais um campo de atuação, pois queria ser professora, mas continuar atuando no mercado. Hoje não precisamos mais achar que só faz mestrado e doutorado quem quer seguir carreira acadêmica puramente ou prestar concurso. Inclusive, há áreas de pesquisa e desenvolvimento em muitas empresas, portanto você pode ser um pesquisador, ter mestrado ou doutorado e atuar normalmente no mundo corporativo, tudo depende do que você quer e das oportunidades que aparecerem. Eu, ao menos por enquanto, tenho intenção de continuar no mercado e também dar aulas. Pode ser que daqui há alguns anos, quando terminar o doutorado, os planos mudem, mas eu gosto de ter a experiência nas duas áreas e vou tentar manter sempre.

Eu também sou pesquisadora e integro um grupo oficial cadastrado no CNPQ. Temos reuniões periódicas e produzimos pesquisas em equipe.

Quem durante a graduação participou de algum projeto de iniciação científica acaba já chegando ao mestrado com mais experiência e isso é bom. No meu caso não fiz, então passei um tempo apanhando para entender todos os termos, a escrever melhor, a entender o que podia falar na academia ou não, o que não era bem visto, etc.

Em relação ao que é reconhecido ou aceito para dar aula em universidades, tudo depende de cada uma. O MEC estabelece cotas de mestres e doutores, portanto, há instituições que só contratam se você tiver um desses títulos. Já outras, podem contratar apenas com título de especialização ou MBA, por exemplo. O mestrado e o doutorado me ajudaram muito a estudar de forma mais embasada coisas que aplico na minha profissão, o próprio processo de escrever melhorou muito depois do programa, pois precisei escrever muito.

Outra coisa, precisei fazer uma prova para comprovar proficiência em uma língua estrangeira. Paguei a prova e a fiz, tirei uma nota de 95 se não me engano e passei. Nessa época escolhi o espanhol e deixei o inglês para o doutorado. A comprovação de proficiência depende do que o edital do processo pedir, existem vários tipos de provas e pontuações que podem ser pedidas. Após saber o tipo de prova que precisará fazer é possível se preparar para ela e até ver simulados. Alguns programas pedem que você já comprove a proficiência de cara, antes de prosseguir com outras documentações. Em outros, pode-se ter um prazo para apresentar o certificado.

Quando terminei o mestrado eu estava um pouco traumatizada, confesso. É bem desgastante, levei muitos dias estudando, escrevendo, não tive descanso no natal porque a defesa se aproximava, passei noites em claro, chorei, pensei em desistir, mas persisti. É preciso matar um leão por dia e não olhar o todo que falta pela frente, senão você pira. Eu queria fazer doutorado, mas ainda estava traumatizada, na época ainda não havia o programa naquela universidade, então eu aguardei, mas sempre de olho e já buscando me preparar antes, pois se o processo abrisse eu estaria encaminhada.

No meio de 2015 o processo seletivo para o doutorado em Mídia e Tecnologia abriu. Eu já havia tratado de melhorar meu currículo, de ter mais experiência e intensifiquei o estudo de inglês para depois fazer a prova de proficiência no idioma. Ou seja, é preciso planejamento e preparo. Só existia uma vaga por orientador, no total eram 12 vagas. Eu precisei apresentar um pré-projeto de pesquisa que levei dias para escrever depois de ter passado algumas semanas estudando o tema e me preparando. Acredite, eu reescrevi o projeto milhares de vezes até ficar bom, isso é normal. Foi difícil, mas eu me foquei muito, levei dias só fazendo isso. Junto com o pré-projeto apresentei muitos documentos, certificados, comprovante de pagamento de inscrição do processo, etc. Passei para fase de arguição, na qual estive diante de uma banca e defendi minha pesquisa. Logo em seguida o resultado saiu e eu passei. Depois foi a fase de análise do Lattes e eu também passei, no final, acabei conseguindo a única vaga daquele orientador.

O doutorado levará quatro anos, já cursei um semestre. Nesse período foquei em assistir disciplinas e também consegui escrever 2 artigos científicos e participar de 3 eventos da área. Já li muitos livros nesses meses, é sempre bem puxado e eu consigo conciliar porque hoje não trabalho para terceiros, tenho minha própria empresa e consigo ajustar a agenda. No próximo semestre cursarei mais disciplinas e vou evoluir minha pesquisa, que está focada em estudar credibilidade e engajamento de textos em mídia digital, pretendo criar um algoritmo que possa ajudar nessa questão, mas somente o percurso me mostrará respostas, tenho um longo caminho pela frente.

Nem tudo são flores, antes de passar neste eu tentei outro processo seletivo para doutorado, fora de minha cidade, como aluna especial e não passei. Em um Skype com uma professora do programa fui super maltratada e desestimulada, ela me disse que eu nunca conseguiria porque lá só aceitavam pessoas de certas áreas. É preciso estar forte para ouvir essas coisas e não desistir.

É bem puxado, mas vivendo uma dia por vez eu consigo levar e no final sei que tudo dará certo. Acima de qualquer coisa, não se faz um mestrado ou doutorado pelo título, mas pela possibilidade de aprofundar o estudo de um tema, tornar-se um especialista nele e por isso envolve a necessidade da paixão pela escolha, porque o caminho é difícil, mas também colhem-se frutos. Entretanto, conheço histórias de pessoas com doutorado e que estão sem emprego ou que abandonaram tudo pra fazer outra coisa. Ou seja, não é sinônimo de se dar bem. Quem presta concurso vai trilhando uma carreira acadêmica e pode ir evoluindo, o que significa também que o retorno financeiro poderá ser maior.

Sobre usar no meu perfil o termo “doutoranda”, não é como um título, mas como um processo, assim como no exterior se usa “PHD candidate, MSc candidate”. Claramente o termo não tem valor para a academia, ou seja, eu sou doutoranda, mas para a academia enquanto eu não defender o que vale é o título de mestre, esse sim defendido e finalizado. Mas o doutorado é um processo e acredito ser relevante mencionar desde já o fato,

Saiba mais:

Os cursos de especialização – que têm como exemplos mais conhecidos os MBAs, voltados para a área de administração de empresas – são mais práticos e objetivos, visando um aprimoramento profissional. Já o mestrado e o doutorado são cursos de longa duração e costumam ser escolhidos por quem busca formação acadêmica na área da pesquisa científica ou quer seguir carreira como docente. A princípio, para lecionar em faculdades não é exigido que todos os profissionais tenham título de mestre ou de doutor. No entanto, como as universidades precisam ter, obrigatoriamente, um certo número de doutores em seus quadros, os profissionais com esses títulos conseguem melhores oportunidades de trabalho. Os cursos de pós-graduação foram regulamentados oficialmente no Brasil pelo Ministério da Educação (MEC) em 1969.

Especialização

Dentro da área lato sensu, a única opção de pós-graduação são os cursos de especialização – os MBAs são um bom exemplo. Eles costumam ser pagos, mesmo quando oferecidos em faculdades públicas. Para entrar nesses cursos, pode haver provas seletivas e entrevista

Lato sensu

Os cursos de pós-graduação lato sensu são mais práticos, rápidos e direcionados para o aperfeiçoamento da vida profissional do estudante

Graduação

Quem termina uma faculdade e pretende continuar os estudos tem pela frente dois caminhos básicos para seguir: fazer uma pós-graduação lato sensu- expressão latina que significa “em sentido lato, amplo” — ou stricto sensu (“senso estrito”)

Volte uma casa

Antes da apresentação pública da dissertação, o mestrando faz um exame de qualificação diante de uma banca formada por seu orientador e mais dois professores. Se o trabalho estiver bom, ele pode finalizá-lo e fazer a apresentação pública final diante da mesma banca. Se não houver a aprovação, dá para pedir mais tempo e melhorar o projeto

Mestre

Se a dissertação do mestrando for aprovada na apresentação pública diante da banca de examinadores, seu autor recebe o título de “mestre”. No Brasil, o mestrado é equivalente ao título Master of Science, dado pelas universidades americanas

Mestrado

Dura em geral dois anos e meio. O mestrando cursa disciplinas e, com a ajuda de um professor orientador, escreve uma dissertação sobre o tema de sua escolha, que depois precisará ser apresentada a uma banca de examinadores

Stricto sensu

A pós-graduação nessa área é mais indicada para quem procura uma formação acadêmica sólida, podendo se tornar um professor universitário ou um pesquisador. Aqui começa o caminho que leva à obtenção dos títulos de mestre e doutor

Retorne ao ponto de partida

O primeiro passo para entrar num mestrado ou doutorado é apresentar seu projeto para uma comissão de seleção. Ela analisa o interesse e a abordagem do tema proposto. Se ele é aceito, o aluno começa o curso. Se for vetado, é preciso pensar em outro projeto

Pós-doutorado

Os doutores que quiserem continuar estudando ainda podem fazer esse tipo de pesquisa científica, que dura de seis meses a um ano. Para ter o auxílio de bolsas, é preciso submeter o projeto a órgãos que incentivam as pesquisas — como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)

Doutor

Após o projeto de trabalho ser aprovado pela banca final, seu autor recebe o título de “doutor”. No Brasil, isso equivale ao PhD, ou Philosophiae Doctor (“Doutor em Filosofia”), concedido no exterior – a doutores de todas as áreas e não só em filosofia

Descanse uma rodada

O doutorando, como o mestrando, também passa pelo exame de qualificação e pela apresentação final. Só que ele enfrenta um obstáculo pior. Como sua pesquisa tem mais profundidade e é inédita, ele necessita de um tempo maior, para ler muito mais e estudar muito mais. Uma banca de doutorado tem cinco membros: o orientador e quatro professores

Doutorado

Dura de quatro a cinco anos. O doutorando também assiste a aulas, tem um orientador e precisa defender seu projeto de trabalho diante de uma banca. Mas o nível de profundidade da pesquisa precisa ser bem maior e o tema, inédito. Embora seja raro, é possível fazer o doutorado sem passar antes pelo mestrado

Por: Flavia Ganomar

Post Autor: Comunicando

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