COMUNICANDO: Família – Os riscos do móbile para crianças por Fernanda Cappellesso

Você acha um tablet, um smarthphone, um iphone, ipad, ipod ou qualquer outra tecnologia similar uma boa opção para ocupar seus filhos? Se respondeu sim, uma luz vermelha deve acender em sua casa e uma revisão nos seus valores educacionais deve ser feita. Psicólogos alertam para o número crescente de crianças com nomofobia – dependência devido ao uso excessivo de tecnologia – e que já sofreram cyberbullyng – termo utilizado para designar a hostilização e o assédio moral na rede.

De acordo com dados do Comitê Gestor da Internet do Brasil,  82%, ou seja mais de oito em cada 10, das crianças e jovens brasileiros entre 9 e 17 anos são usuários de internet  e costumam acessar a rede pelo celular todos ou quase todos os dias. O dispositivo móvel lidera os acessos. A estimativa é que cerca de 85% dos acessos sejam feitos por tablets, smartphones e afins.

Mas e aí? Onde está o perigo? De acordo com a psicóloga goiana Nathália Barp, a internet está deixando de ser vista como mera ferramenta, para ser um ambiente onde comportamentos  infantis são externalizados  e nem sempre se tem controle e dimensão das consequências dos mesmos. “Quadros de nomofobia, cyberbullying ,o vício em jogos eletrônicos, estão aumentando e interferem na formação psicossocial das crianças”, destaca ao revelar que a realidade do país está contribuindo para isso.

“ Há 15 anos  utilizava-se no Brasil a internet discada, e era bem mais restrito em grande parte dos lares, hoje vemos grande parte das pessoas tendo acesso a rede por meio da telefonia móvel, e crianças que muitas das vezes não são alfabetizadas mas também utilizam. Seja por meio do youtube quando os pais colocam para ver desenhos,  enviar figuras pelo whats app, entre outros”, pontua Barp.

A psicóloga destaca ainda que o uso excessivo pode impactar nas habilidades de relacionamento dessa criança, gerando isolamento, baixa tolerância a frustração dificuldades em esperar o tempo dos outros, traços de ansiedade, impacto no rendimento escolar, além de traços indicativo de quadros depressivos, entre outros transtornos.

Ao ser questionada sobre como os pais devem agir nesse cenário, Barp foi enfática em dizer que Pais, é importante que os pais se informem do ambiente tecnológico, dos gostos do filho. Ainda segundo ela é preciso que haja um  trabalho através do diálogo sobre os riscos da virtualidade e que existe vida além do 4G e do wifi.

“Comportamentos costumam ter mais efeito do que somente palavras, dessa maneira é interessante estabelecer regras no uso da internet e do smartphone para as crianças, explicando dos  benefícios e dos riscos”, disse Barp enfatizando que os pais devem dar o exemplo para os filhos. “A palavra sem ação, não costuma ter muita eficácia, podendo inclusive interferir na forma que a criança lhe vê”, finaliza psicóloga convidando os pais a também deixarem o ambiente virtual de lado e buscando a ter uma relação mais próxima com os filhos.

 

fernanda cappellesso

Post Autor: Comunicando

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