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Aquele famoso e, às vezes, constrangedor barulho parecido com um ronco que nossa barriga costuma fazer, principalmente, quando está vazia é causado pela movimentação de bolhas de ar e líquidos dentro do estômago e do intestino delgado (composto pelo duodeno, jejuno e íleo).

Juntos, eles fazem parte de nosso trato gastrointestinal, que é um conjunto de órgãos e estruturas responsável por digerir alimentos, absorver nutrientes e eliminar o que o corpo não precisa. 

Por serem formados por uma estrutura lisa, esses órgãos precisam fazer uma espécie de contração muscular, conhecida como movimentos peristálticos, para provocar o avanço do conteúdo que está dentro deles (como os líquidos e alimentos).

O problema é que além da comida e dos líquidos, bolhas de ar também se acomodam no interior desses órgãos. Durante os movimentos peristálticos, essas bolhas se movimentam, causando o barulho. 

E tudo fica em alto e bom som porque quando a musculatura do estômago se contrai, as paredes do abdômen se transformam em um “amplificador do som”. Por isso, em pessoas magras esses sons ficam ainda mais perceptíveis, já que possuem uma camada de gordura menor.

Embora o “ronco” possa acontecer a qualquer momento, ele é mais comum nos períodos em que passamos muito tempo sem comer. Isso acontece porque, quando estamos com fome, há menos alimento e mais bolhas de ar no interior desses órgãos.

Além disso, quando não estamos comendo, os movimentos peristálticos dos órgãos se intensificam para limpar o intestino de resíduos de comida e restos de secreção digestiva, deixando-o preparado para a próxima refeição. Com mais movimentos, mais bolhas de ar e menos comida, as chances de “passarmos vergonha” com aquele barulhão aumentam.

E o ronco pode aparecer até mesmo durante a digestão, já que ao nos alimentarmos, ingerimos ar com a bebida e a comida. Quando o ar passa pelo tubo digestivo, ele se junta aos líquidos e também causa o barulho.

Como evitar

Embora seja algo natural do organismo, algumas atitudes simples podem ajudar a reduzir os sons.

A primeira delas é não passar muitas horas em jejum. Procure comer a cada três horas. Mastigar bem os alimentos também ajuda a misturar melhor os sólidos e os líquidos e não produzir tantos gases.

Especialista consultada: Luciana Camacho-Lobato, gastroenterologista da Unifesp

Fonte: Notícias Uol

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