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Muito mais que entretenimento as redes sociais também podem ser ferramenta para pautar a imprensa. A figura do agente comunicacional como consumidor e produtor de informação auxilia nesse processo. Hoje vemos que as redes sociais já não podem ser ignoradas, seja para acompanhar as ações de concorrentes, seja pela interatividade com pessoas e produtos, seja para se informar, ou seja, também, para extrair um objeto de trabalho, incluindo o jornalismo.

É comum as redes sociais serem fontes e personagens para várias pautas jornalísticas. Vemos direto aquelas postagens ‘#ajudeumjornalista’ e vários comentários com sugestões de histórias e figuras surgem para auxiliar no processo de produção de uma matéria. É um meio eficaz e rápido de se conseguir boas histórias. Outro ponto é a perspicácia do jornalista em identificar pautas no meio do turbilhão de postagens diárias no seu feed. É a tecnologia que passa a criar necessidades e métodos de adaptação e de uma forma veloz.

Com o uso mais frequente as redes sociais se tornaram uma fonte de pesquisa e, para além disso, uma fonte de pauta para os noticiários. Mesmo com toda essa facilidade na palma da mão a situação também nos coloca em um outro lado que é o processo de pesquisa e apuração da notícia. Ainda cabe ao jornalista verificar a veracidade das informações e, talvez, muito mais por se tratar da internet.

Um exemplo interessante é o próprio Twitter que pode servir como ponto de partida para as pautas. Frases e declarações mencionadas por políticos, profissionais autônomos ou celebridades podem ser objeto de uma nova matéria.

A notícia surge por um clique no celular, em imagens, sons que descrevem um conteúdo numa rede digital. Contudo também surge um novo desafio, pois com a velocidade da internet e o volume de informações que o jornalista recebe diariamente, o seu produto final deve ter um diferencial para se destacar. Às vezes encontramos em vários sites a mesma história, porém é aqui que entra o papel do jornalista em contar a melhor. Nesse ponto é preciso se reportar aos métodos tradicionais do jornalismo, da ponta do lápis, da redação, da escrita, da percepção e tudo aquilo ensinado na faculdade sendo aplicado de uma forma que prenda um consumidor antenado e ao mesmo tempo disperso.

Aqui temos um novo modelo – o jornalismo colaborativo. J. B. Pinho já disse que a World Wide Web permite que o jornalismo sintetize as outras mídias em uma só plataforma. Henry Jenkins classifica essa realidade como uma era da convergência, em que há um cruzamento entre mídias corporativas e alternativas, entre as novas mídias e as tradicionais e entre o produtor e o consumidor.

É importante também nos atentar que o antigo leitor agora é um hashtag, uma arroba, uma página, um avatar, um gif, um meme em um mesmo espaço – as redes sociais.

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