11 09 Marketing De Experiencia

Com certeza você já entrou em um ambiente e o aroma foi um dos primeiros detalhes que observou. Incluindoclínicas odontológicas ou hospitais que possuem um cheiro específico, seja de remédios ou álcool para esterilização, há vários locais que optam por dar um ‘up’ com um cheirinho especialE isso é estratégia. É uma forma de captar a memória olfativa das pessoas. Há estudos que mostram qual o tipo de cheiro mais apropriado para determinado comércio. E não pense que é um trabalho rápido, pois há empreendimentos que podem passar até anos investindo em pesquisas para desenvolver um aroma próprio.

É uma questão de envolver o cliente – aquela história que funciona de proporcionar experiência. Com essa estratégia temos o marketing olfativo. Isso mesmo! O mercado busca ampliar as formas de aproximação com o cliente, se possível nos cinco sentidos, para atingir sua memória e fazer o processo de fixação de produto, local e marca.Mohamed Gorayeb, especialista em fragrâncias e autor do livro “Receba mais sim e menos não” diz que o marketing olfativo funciona como elemento estratégico para reter o cliente por mais tempo no local.

Um exemplo marcante é o cheiro característico da Melissa, a experiência olfativa do chiclete é a sua marca registrada. Os empreendimentos hoteleiros são um dos que também estão investindo em marketing olfativo, justamente para fidelizar hóspedes fortalecendo o vínculo. O marketing olfativo não é apenas para que o cliente sinta determinado cheiro, mas para expandir a experiência sensorial como por exemplo, associar a alguma emoção positiva, a sensação de ambiente agradável e acolhedor. É uma ferramenta de comunicação.

Conforme estudo da Universidade Rockefeller, os aromas são fatores de atração e contribuem para o aumento das compras por impulso em até 38%. Essa mesma pesquisa indicou que 35% da memorização vêm do olfato e apenas 5% da visão. Os americanos foram os primeiros a utilizar os aromas para manter os apostadores por mais tempo nos cassinos de Las Vegas, na década de 70. Já os chineses e japoneses investiram na aromatização de vários tipos de ambientes. Até o metrô de Paris tem um registro olfativo.

No Brasil esse conceito iniciou em meados dos anos 90 por alguns supermercados dispostos a atrair a atenção dos consumidores. Posteriormente vieram as feiras e exposições e uma demanda mais significativa por parte do varejo e de promotores de eventos artísticos e culturais. E não é somente os comércios que aderem a aromatização, pois na sua própria casa é possível ter essa experiência. Até as embalagens já ganharam esse ‘adereço’.

O marketing ou a identidade olfativa é uma forma de contar a história por meio do cheiro. Outro exemplo é a marca de roupas Le Lis Blanc que utiliza essa ferramenta de marketing. Foram cerca de sete meses para desenvolver o aroma baseado em alecrim. marca de roupas Osklen também é adepta da aromatização que remetem à natureza,escolha que também se relaciona ao uso de materiais sustentáveis em suas peças.

Um dos casos pioneiros da prática no Brasil é o da Giovanna Baby, loja de roupas de bebê, que fez sucesso nos anos 80. A fragrância, criada para que a loja e as roupas tivessem cheirinho de recém-nascido acabou se transformando em uma colônia.

O Serrano Resort Convenções & Spa, localizado em Gramado (RS), tem uma fragrância própria de gengibre e capim santo desde 2010. Outro exemplo da área hoteleira é o Sofitel Guarujá Jequitimar, no Guarujá (SP), que usa aromas de bamboo e flor de cerejeira. Até o setor automobilístico entra nessa estratégia. A Ceras Grand Car lançou o perfume Carro Novo, disponível nos formatos de cartão aromatizante, líquido, spray e gel de ambiente. As lojas de departamento, a exemplo da Renner possui um aroma com toque fresco e leve de combinações florais e cítricas. 

 

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