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Há alguns dias, em um desses muitos grupos de whatssap que eu participo, iniciamos um debate sobre a exigência ou não do diploma de jornalismo. É um tema antigo, polêmico e que por um bom tempo ainda teremos discussão.

Hoje eu não quero aqui debater isso. Só toquei no assunto para dizer que desse debate fiquei pensando em como a Comunicação Social mudou nos últimos 10 anos.

Há exatos dez anos eu saia da faculdade. Era completamente apaixonada pelo web jornalismo. Porém jamais imaginava que pudéssemos chegar a esse patamar que estamos.

Vejam bem, colegas de profissão, hoje o YouTube tem mais credibilidade que muitos veículos de comunicação. Os youtubers são os novos queridinhos da juventude e estão fazendo a televisão rebolar para tentar manter seu status de glamour. E não está sendo fácil.

Temos também os influenciadores digitais e as blogueiras e blogueiros que são os ícones dessa nova geração. Os adolescentes falam deles com tanta intimidade que por vezes me sinto um ET.

Recordo que, na minha época de faculdade que hoje parece jurássica aos olhos da tecnologia, falávamos muito em democratização da Comunicação Social. Hoje não é preciso. Os meios digitais são democráticos e todos tem acesso a publicação, edição, leitura.

Outra coisa bastante legal nessa completa mudança ao longo dessa década é a interação. Hoje o público contribui, auxilia e até produz a notícia. Me pergunto: como ficou aquelas teorias de controle das massas pela mídia nesse novo contexto?

O que eu quero dizer para vocês é que a comunicação mudou. Muita coisa mudou. E o que eu quero dizer a vocês é que para a obrigatoriedade do diploma de jornalista, precisamos rever de fato o que é a função do jornalista. Concordam?

Eu sou uma defensora do diploma, por acreditar que só o diploma poderá fortalecer e unir a categoria em busca de melhores salários e mais respeito.

Como exemplo eu uso a OAB. Não existe advogado sem diploma e nem sem a aprovação no exame da ordem. Com diploma e sem ordem temos apenas bacharéis que não podem exercer o papel de advogado.  Vejo isso como a vitória da educação.

Gostaria muito de ver isso acontecer com o jornalismo. Porém, acredito que no atual cenário, é preciso rever o exercício da profissão antes de qualquer outra Medida!

 

fernanda cappellesso

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