Cauby

O cantor Cauby Peixoto, de 85 anos, morreu no fim da noite deste domingo (15/05), num hospital em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria do artista:

— Infelizmente essa notícia é verdadeira, mas não posso informar mais nada. Será divulgada uma nota oficial.

Logo depois, por volta de 1h30, um comunicado foi publicado no perfil oficial do cantor no Facebook: “Com muita dor e pesar informamos aos amigos e fãs que nosso ídolo Cauby Peixoto acaba de falecer as 23:50 do dia 15 de maio . Foi em paz e nos deixa com eterna saudades. Pra sempre Cauby!’’.

O artista estava internado devido a uma pneumonia, desde o dia 9 de maio, no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo.

O corpo do cantor deve ser velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera, na Zona Sul da capital, a partir das 9h desta segunda-feira (16). O enterro será no Cemitério Congonhas. O horário ainda não foi informado.

O artista era um dos nomes confirmados pelo Curta Mais para um show em Goiânia ainda este ano em uma noite de gala na cidade. A ideia do Curta Mais eventos era era fazer uma grande homenagem a um dos maiores artistas brasileiro de todos os tempos e brindar o público goianiense com todo talento e sua voz inconfundível. A apresentação seria em novembro deste ano. Lamentamos muito a morte deste grande artista, nosso Frank Sinatra. O plano era fazer mais show/experiência em uma noite de gala para o público goianiense e uma homenagem ao artista.

Cauby Peixoto estava em turnê com a cantora Ângela Maria, de quem era amigo há décadas. Os dois rodavam o Brasil com o show 120 anos de música, no qual interpretavam composições do disco Reencontro (2013) e sucessos marcantes na trajetória de cada um. No mês de setembro, ele cancelou uma apresentação por conta de uma gripe e, ainda em 2015, ficou internado em uma unidade hospitalar em São Paulo, mas a família não tornou públicos os motivos. O cantor sofria de diabetes.

A morte do cantor encerra uma das carreiras mais longevas da história da música brasileira. Cauby Peixoto, inequivocamente reconhecido pela música Conceição, começou a trajetória artística há quase sete décadas, em fins de 1949, quando trocou um emprego no comércio pela sorte nas apresentações como calouro das rádios, canto já experimentado em coral da igreja e em boates ainda durante a infância e a adolescência.

Voz aveludada, venceu mais de uma dezena de concursos musicais nas rádios e começou a consolidar uma carreira marcada pelo fortalecimento da música brasileira durante a Era de Ouro do Rádio, da qual foi um dos expoentes. Lançou o primeiro disco em 1951, Saia branca, mas só viria engatar de vez sucessos depois de o irmão Moacyr apresentá-lo a Di Veras, empresário reconhecido no mercado à época, através de quem ele conseguiu chegar à Rádio Nacional e, depois, a plateias internacionais.

Coube ao administrador da carreira do músico reformular o visual de Cauby e revestir-lhe de uma aura de elegância para fazer frente aos artistas da metade do século passado. Desde então, a indumentária e a aparência bem cuidadas, aliadas a uma expressão sedutora no palco, se tornaram uma marca inconfundível do intérprete – modificadas a partir da década de 1970, quando ganhou contornos mais extravagantes. Ainda na década de 1950 e sob a tutela de Di Veras, Cauby alcançou o quinto lugar entre os músicos mais tocados nos Estados Unidos, por onde fez turnê. Foi chamado de Ron Cauby e chegou a gravar LPs em solo norte-americano, entre idas e vindas ao Brasil. Em 1956, gravaria o maior sucesso do percurso profissional,Conceição, cantada por ele no filme Com água na boca.

Em quase sete décadas de carreira, a discografia do cantor registra mais de 140 discos lançados. O último saiu em 2015 pela Biscoito Fino, A bossa de Cauby Peixoto. Com a colega Ângela Maria, gravou pelo menos seis. O cantor também era voz recorrente em produções para o cinema. Entre os anos de 1950 e a virada do século, foram 14 participações em filmes.

DOCUMENTÁRIO
Em 2015, a história de Cauby Peixoto foi levada às telonas pelas mãos do cineasta Nelson Hoineff. Entre particularidades artísticas e pessoais eploradas no documentário, há referência à sexualidade do cantor, com histórias sobre descobertas sexuais com meninos narradas pelo próprio Cauby.

Fonte: Curta Mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *