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Há quase três anos uma equipe destemida e inovadora lançou uma proposta diferente para a comunicação da nova gestão de Curitiba – PA. Surgiu a Prefs de Curitiba que mostrou como trabalhar o conteúdo viral e ao mesmo tempo prestar serviço aos cidadãos. Com as redes sociais a Prefs mobilizou campanhas de doação de sangue, arrecadação de livros e muitas outras atitudes sociais.

Esse sucesso que começou no Facebook, acabou sendo estendido ao Twitter, Instagram e Snapchat, além de impulsionar diversas Prefs por todo país.

 O motivo?  Trata-se de uma resolução  do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que impede “com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos municipais ou das respectivas entidades da administração indireta”.

É bom ressaltarmos que no nosso país não há um mecanismo legal e diretrizes sobre as redes sociais, mas a Prefs optou por não pagar para ver se seu conteúdo se encaixa como a publicidade dita no documento. Segundo Alvaro Borba, diretor de mídias sociais da Prefeitura de Curitiba, a equipe optou por se precaver e não dar margem a discussão. Afinal, social medias e corpo jurídico podem ter visões diferentes sobre o que é a Prefs. Ele ainda diz que a decisão então foi preservar o nome do projeto e tirar o conteúdo do ar a partir de 2 de julho, data em que a instrução jurídica passa a valer e contou que a grande preocupação da Prefs no momento é de informar os usuários sobre a decisão e direcionar os cidadãos para as páginas institucionais de serviços da Prefeitura, uma vez que a Prefs passou a ser mediadora desses assuntos.

O Adnews trouxe dados que nos parte o coração:

Com essa medida, todos os perfis da Prefeitura nas redes sociais param. No Facebook, a página que conta com quase 900 mil curtidas será suspensa através da uma ferramenta disponibilizada pela própria plataforma, na qual será ocultada até novas ações que a habilite novamente. No caso do Twitter a ação foi um pouco mais extrema. A conta precisará ser deletada por conta do prazo de 30 dias que a plataforma exige para suspender o perfil, data que ultrapassa o prazo determinado por lei. Os conteúdos, porém, serão todos arquivados. Os perfis no Instagram e Snapchat continuam no ar, mas não serão mais alimentados.

De acordo com o diretor de mídias sociais da Prefeitura, a ideia é que os canais voltem após as eleições municipais. Segundo ele, o alcance orgânico conquistado tornou a Prefs uma importante ferramenta para a prestação de serviço do cidadão curitibano, e deve ser mantida independente das mudanças dos cargos políticos. “Aconteça o que acontecer, a disposição da página para prestar serviço continua”.

Nesse meio tempo, a equipe tem muita coisa a fazer. “Vamos mensurar os relatórios, fazer inventário, coisas que não tivemos tempo para fazer ainda”, conta Alvaro.

A determinação termina conforme a data prevista no calendário eleitoral, ou seja, no fim de outubro. Até lá, estaremos órfãos de uma das principais referências de social media no Brasil.

Valeu Pref’s e até outubro!

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